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Luís Quintão, o professor poeta

4/30/2017

Luís Quintão tem 32 anos, é professor de Sociologia na Escola Católica Dom Basílio do Nascimento em Laclubar, município de Manatuto, e frequentou a formação de Sociologia do Projeto Formar Mais de 06 de março a 28 de abril de 2017.

 

O formando de Sociologia começou a aprender a Língua Portuguesa em 2012, aquando da implementação do Novo Currículo do Ensino Secundário Geral, convicto de que lecionar em Português seria a única forma de dar cumprimento ao programa da disciplina elaborado na mesma língua. Foi, assim, através da leitura dos conteúdos programáticos da disciplina de Sociologia para a preparação das suas aulas que Luís Quintão começou a aprender Português. Por iniciativa própria, começou também a ler livros da biblioteca da sua escola e a ouvir música em Português para desenvolver as competências nesta língua. O professor aproveitou ainda a presença de professoras/madres brasileiras na sua escola para com elas praticar o uso do Português.

 

No que à escrita de poemas diz respeito, o professor Luís Quintão começou a fazê-lo em 2002 em bahasa. Só em 2009 escreveu o primeiro poema em Português. Com o uso mais regular da Língua Portuguesa, de 2013 até à atualidade, o professor passou a escrever poemas com mais frequência. O poema abaixo é uma das mais recentes produções de Luís Quintão.

 

Helena Antunes

Professora de Sociologia do ESG

 

A luz na escuridão, a esperança na tempestade

 

O mundo escuro, a minha vista vazia.

A vida muda, eu em silêncio.

O coração perguntou-me: a mente morreu?

Os lábios disseram: a alma adormeceu!

Pisei o chão, o meu corpo rígido.

Os gritos estreitaram, os meus lábios apertaram.

 

Estive angustiado, estive cansado.

Estive em silêncio, estive desesperado.

 

Mas…

Um ponto de luz distante,

Acordou-me da falsa ilusão.

Na escuridão ele brilha…

Quanto mais escura é a tempestade,

mais brilha, mais arde a esperança.

 

A minha angústia desapareceu, o meu cansaço abandonou-me.

A minha alma despertou, a minha esperança acordou.

A minha emoção encorajou-me, o espírito irrompeu em chamas.

 

Na escuridão comecei a caminhar.

E, mesmo num caminho invisível aos olhos,

a meta começou, como um rio, a revelar-se.

 

A luz distante será o meu guia,

Mesmo que a saída não esteja ao alcance da mão.

A esperança guiará o meu espírito.

Até que o incerto se concretize.

 

Na escuridão há luz.

Na tempestade há esperança.

E na luz e na esperança alicerça-se o meu futuro,

Que me deu um caminho sinuoso para andar,

Mas também a determinação para a meta alcançar.

 

Por: Luís Carlos Soares Quintão

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